Esqueça o palavreado chique que é usado para legitimar o projeto em seu material de divulgação ou marketing. Em suas origens, o 1,2 na Dança era apenas um evento, uma mostra de criações de dança que tinham, em comum, o atributo de serem solos ou duos. Como costuma ocorrer a qualquer sistema bem sucedido, ele cresceu, estendeu-se em tentáculos rumo a províncias que transcendem tanto o evento quanto a mostra, ocupou espaços conceituais que ainda não eram povoados em Belo Horizonte – ou cuja existência nem ao menos era percebida.